Hoje, a tecnologia está em todos os
lugares e nas mais variadas formas. A substituição de brinquedos feitos à mão
por apetrechos tecnológicos aproxima as crianças de uma publicidade onde os
pais não têm acesso e consequentemente controle. Ocorre a queima de etapas
importantíssimas para o crescimento e desenvolvimento impulsionando a criança
ao consumo.
A mensagem que chega ao público infantil
pode trazer danos gravíssimos e perdurar por toda a vida, como a erotização
precoce, obesidade infantil, consumo precoce do tabaco e álcool e banalização
da agressividade e violência, no entanto, o mais preocupante é a naturalidade
com que todas essas transformações vão acontecendo, tanto na cabeça das
crianças como na cabeça dos pais, que são
os principais responsáveis.
Não adianta trazer um discurso de julgamento
contra a mídia e a publicidade voltada para o público infantil, sendo que responsabilidade de criação e educação
é dos pais. Cabe única e exclusivamente aos responsáveis impor limites e participar diretamente da vida das crianças. Se
existe uma ausência dos pais na educação dos filhos então não é válido responsabilizar a mídia pelos danos causados as crianças que passam horas diante de uma TV.
A exposição exagerada aos meios de
comunicação leva a criança a absorver mais conteúdo desnecessário e cria o
desejo de consumir implantando a ideia de que ela ficará mais feliz se possuir determinado objeto. Quando esses desejos são negados os pais tornam-se os vilões da história. Ao invés de levarem seus filhos a um parque ou fazer
alguma atividade física ou lúdica que estimule a inteligência e criatividade, levam os pequenos a shoppings ou locais semelhantes, onde é vivenciada a superficialidade ao
extremo em um ambiente altamente consumista em que tudo é planejado pensando no
“homem cliente” e não no ser humano.
É importante o contato dos pais no processo de crescimento dos filhos, pois os valores familiares são distintos dos valores de
grupo, que muitas vezes são os que predominam e definem o caráter da criança.
Mesmo que as tecnologias e as atribuições do dia a dia encaminhem os pais a
terem um lar artificial onde tudo pode ser substituído por algo
mais prático, porém, menos saudável. É fundamental a presença e a orientação dos pais, somente
assim pode-se evitar que as crianças tornem-se alienadas e vítimas de um consumismo desregrado e
de pais tão consumistas quanto.


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